Política

Paulo Afonso - Bahia - 07/08/2018

Das urnas de 2018 não deve sair nada animador. Os indicativos são péssimos

Levi Vasconcelos
Foto: Reprodução
O próximo presidente já não terá a popularidade de quem emerge do povo com gás e ainda vai ter
O próximo presidente já não terá a popularidade de quem emerge do povo com gás e ainda vai ter

Está dada a largada da peleja 2018, a julgar pelos humores coletivos, num clima sorumbático. Pesquisa do Ibope/CNI divulgada sexta apontou que 47% diz não ter o menor interesse em votar. Mau sinal. Estão ajudando nutrir o que querem combater, a corrupção generalizada que melou todos os lados e provocou o desencanto que calou as panelas.

A pesquisa sugere o óbvio, grande parcela da nação anseia por uma renovação geral. Que pena, a coisa anda justamente no sentido oposto.

Olhando as regras do jogo que começa a ser jogado, percebe-se com facilidade que os partidos ficaram empoderados e sustentam os pilares do continuísmo, ao invés da mudança.

Simples entender: só quem tem dinheiro limpo para fazer campanha é partido, que por sua vez, na partilha do bolo privilegia quem já tem mandato e deixa a concorrência em desvantagem.

Daí presume-se que vai dar a lógica, o índice de renovação muito baixo.

Ressalte-se que a isso se agrega o sistema político, o chamado presidencialismo de coalizão: partidos demais, 35 hoje, para partilhar benesses, o que fez a coalizão descambar para mensalão, petrolão, corrupção desenfreada tendo como esteio a representação política.

O próximo presidente, a ser forjado nas urnas, já não terá a popularidade de quem emerge do povo com gás e ainda vai ter ficar refém disso, que Dilma não quis e caiu e Temer topa.


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