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Paulo Afonso - Bahia - 05/07/2018

Poliomielite: Bahia em alerta para possível surto

Por Rayllanna Lima - Tribuna da Bahia
Foto: Reprodução
Segundo a Sesab, pelo menos 63 cidades do interior estão com cobertura vacinal abaixo de 50%
Segundo a Sesab, pelo menos 63 cidades do interior estão com cobertura vacinal abaixo de 50%

O sinal de alerta para um possível surto de poliomielite foi aceso na Bahia pelo Ministério da Saúde (MS). De acordo com dados divulgados no final de semana, 312 municípios brasileiros correm risco de surto da doença, especialmente os localizados no estado baiano.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou à Tribuna que pelo menos 63 cidades do interior estão com cobertura vacinal abaixo de 50%, "o que potencializa o risco de reintrodução da doença.

A Campanha Nacional de Vacinação só ocorrerá em agosto, entre os dias 6 e 24. Todavia, devido aos dados recentes, a Sesab destaca que já está elaborando um plano de ação para melhoria das coberturas vacinais no estado. 

Segundo o levantamento da Secretaria, a bahia está livre da doença desde 1988. "As campanhas de vacinação em massa são realizadas desde 1980. Não houve desabastecimento de vacinas. A recomendação é atualizar as cadernetas de vacinação das crianças, tendo em vista que a vacina está disponível na rotina dos serviços de saúde", solicita o órgão.

Doença 

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre. 

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte. 

Transmissão e Prevenção

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados. No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. 

A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto. O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.


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